Foto: Anelise Donazzolo
Por Giovani Grizotti

Um  Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público, entidades tradicionalistas, secretaria da Agricultura e Conselho Regional de Medicina Veterinária estabelece regras para a realização de rodeios no Rio Grande do Sul. O documento, já assinado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTB), proíbe provas durante a madrugada, exige locais adequados para manejo e alimentação dos animais e limita até o volume das caixas de som na cancha para "não ferir" a sensibilidade dos bichos. A multa para descumprimento é de R$ 1.000,00 por infração. Outra norma veda rodeios com mais de sete dias  nos meses de maio e novembro, por conta da vacinação contra a febre aftosa.

A maioria das regras apenas regulamenta o que já vem sendo praticado. No entanto, a proibição de provas durante a madrugada afeta, em cheio, rodeios como o de Vacaria e Gravataí, que em suas últimas edições, tiveram disputas noturnas, algumas, durante 24h. O termo já tem a adesão do MTG. O promotor Alexandre Saltz também convidou o presidente da Federação Gaúcha de Laço, Cléber Vieira, para assinar o TAC. Mas Vieira pediu prazo de 15 dias para examinar  as cláusulas, juntamente com a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).

O tradicionalismo ganha com acordos desse tipo. O termo válido para todo o estado evita, por exemplo, que um promotor, de forma isolada, peça a  interdição de um rodeio por maus tratos a animais.  Claro, desde que respeitadas as regras do documento. Decisões judiciais tem afetado provas desse tipo em todo país. Em maio, a justiça de Franca (SP) proibiu montarias em um rodeio realizado na cidade. Já em Corumbataí (SP), a decisão vedou uso de animais nas provas. Em Maringá (PR), foi proibido o uso de esporas.




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