Estariam os Festivais Nativistas em decadência?

O que estaria ocorrendo com determinados festivais nativistas do Rio Grande do Sul?

Para alguns analistas do assunto e entendidos na matéria as castas criadas entre os eventos, estariam colocando em risco a credibilidade dessas promoções às quais deveriam resgatar a verdadeira história cultural em sua plenitude.

Segundo eles, o que se constata hoje são triagens musicais sem qualquer critério, e com letras escritas as quais não tem nada com o tema central, e pelo volume de inscrições deveriam ter mais tempo na analise, pois entre 800 a 1.000 inscritos é totalmente impossível uma avaliação coerente em apenas dois ou três dias para uma avaliação criteriosa.

Com essa precipitação na escolha de quem sobe ao palco, a correria acaba ocasionando os mais diferentes problemas, deixando-se de lado o tema central dos festivais na berlinda. Em alguns casos dizem os analistas, que a escolha na maioria das vezes recai sobre os amigos de quem escolhe, e de quem promove, quando isso não estaria ao interesse de produtores os quais indicam jurados, e artistas para os intervalos, quando estes mesmos produtores acabam sendo empresários no setor, conhecidos como a lei de Gerson " Gostam de levar vantagem em tudo".

E esses mesmos analistas afirmam ainda, que diante dos atropelos acabam ficando de fora trabalhos excepcionais com nomes importantes na vida cotidiana da música gaúcha, e  que logo ali suas músicas estarão fazendo sucesso em CDs, mas por birras de alguns interessados no assunto acabam deixando esses trabalhos de lado.

Os conhecedores culturais são defensores que  os Festivais Nativistas deveriam ser revistos em todo seu conceito, e até mesmo interrompe-los por um período para uma profunda analise da atual situação, sob pena de logo ali ficarem somente na história dos municípios organizadores.

Para estes conhecedores, se persistir a forma como está, os festivais nativistas por certo vão cair no descrédito de patrocinadores, e até mesmo diante do público.

Os mesmos destacam ainda que a desorganização em alguns eventos do gênero chega a tal ponto que existem mais chefes do que índios, eis que os locais dos eventos acabam tornando-se em verdadeiros palcos políticos, ocasionando até mesmo o atraso, deixando a plateia irritada..

Os próprios analistas de festivais destacam que ao persistir a forma como eventos vem sendo conduzidos, a dispersão do povo será ao natural, quando então somente organizadores farão parte desta plateia. E quem ficará no prejuízo além do público, são os próprios músicos que acabam banidos deste contexto.

Para tais analistas a falha organizacional, e o desinteresse dos gestores em mudar este conceito somente fortalecerá ainda mais as confrarias espalhadas pelo estado, pois é lá que está ressurgindo esse novo conceito musical no mundo nativista.


Fonte e texto: http://www.radiocidadesa.com.br/
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Identidade Campeira

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